Escolher um bom advogado é a decisão mais importante em um processo. Um advogado mediano perde causas ganháveis; um bom advogado ganha causas difíceis. O critério não pode ser apenas o preço da consulta.
Neste artigo, você encontrará nove critérios para fazer a escolha certa.
Confira 9 critérios para tomar uma decisão segura ao escolher um bom advogado
1. Especialização na área do seu problema
O advogado criminalista não é a melhor escolha para um divórcio. O tributarista não é o melhor para um acidente de trânsito.
Para escolher um bom advogado, a especialização é o primeiro filtro. O profissional que atua em muitas áreas não tem profundidade em nenhuma. A especialização garantita que ele conhece as súmulas, jurisprudências e os truques processuais daquela área.
A especialização do profissional faz diferença direta no resultado da causa. Para questões cíveis, busca-se um civilista; para uma disputa empresarial, um advogado dessa área; e para situações específicas, como um advogado para retirar medida protetiva no rj, é fundamental contar com alguém que conheça a fundo o rito processual envolvido.
O profissional especializado já sabe o que o generalista levaria horas para pesquisar.
2. Inscrição na OAB (e situação regular)
O bacharel em Direito sem OAB não pode advogar. Ele não pode assinar petições, entrar com ações ou representar você em juízo.
Para escolher um bom advogado, verifique o número da OAB no site da seccional (ex.: OAB SP, OAB RJ). A situação deve estar “ativa”. O advogado suspenso ou impedido não pode exercer.
O número da OAB deve estar na placa do escritório, no site, nas redes sociais. Se você não encontra, desconfie.
3. Tempo de atuação e casos resolvidos
O recém-formado (2 anos) não tem a mesma experiência do profissional com 10 anos de advocacia.
Para escolher um bom advogado, pergunte: “Há quantos anos o senhor atua nesta área?” e “Já pegou casos parecidos com o meu?” O tempo de atuação não é garantia de qualidade, mas é um indicador.
O advogado que atua há 10 anos já viu problemas que o iniciante ainda não encontrou. A experiência evita surpresas.
4. Transparência sobre honorários (não letra miúda)
O advogado que esconde os custos pode surpreender com taxas extras. O contrato de honorários deve ser claro.
Para escolher um bom advogado, o contrato deve prever: valor da consulta (se houver), honorários de entrada (valor fixo) e honorários de êxito (percentual sobre o valor ganho). Pergunte sobre custas judiciais, perícias e deslocamento.
O advogado que diz “só cobro se ganhar” precisa ser ouvido com cuidado. O porcentual sobre o ganho pode ser alto (30% a 40%).
5. Comunicação clara e frequente
O advogado que não responde e-mail ou mensagem por uma semana não é confiável. O cliente não pode ficar no escuro.
Para escolher um bom advogado, pergunte qual o canal de comunicação (e-mail, WhatsApp, telefone) e a frequência de atualização (semanal, quinzenal). O contrato deve prever o prazo de resposta.
O cliente bem informado tem menos ansiedade. O cliente ignorado procura outro advogado.
6. Estrutura do escritório e equipe
O advogado que trabalha sozinho pode estar sobrecarregado. O escritório com equipe (estagiários, paralegais, associados) divide as tarefas.
Para escolher um bom advogado, visite o escritório (se possível) ou pesquise fotos online. O escritório organizado e com equipe diversificada é mais capaz de atender prazos.
O estagiário pode fazer tarefas simples; o sócio cuida da estratégia. A divisão do trabalho é saudável.
7. Referências de clientes anteriores (com cuidado)
O cliente insatisfeito não recomenda. O cliente satisfeito recomenda. Peça referências de casos semelhantes ao seu.
Para escolher um bom advogado, o advogado pode fornecer contato de um cliente anterior (com autorização). Ligue e pergunte: “O senhor contrataria o advogado novamente?” O silêncio não é boa resposta.
A indicação de um amigo de confiança é o melhor termômetro. O boca a boca ainda é o filtro mais eficaz.
8. Conduta ética e sem promessas exageradas
O advogado que diz “causa ganha” está mentindo. Nenhum resultado é garantido.
Para escolher um bom advogado, desconfie de profissionais que prometem vitória certa, que pedem dinheiro para “gastos extras” sem contrato ou que falam mal de outros advogados. A ética é inegociável.
O advogado honesto mostra os riscos, não apenas as chances de vitória.
9. Proximidade geográfica (opcional, mas relevante)
O advogado de outra cidade pode se deslocar, mas isso gera custo de viagem e atraso (dependendo da distância).
Para escolher um bom advogado, a proximidade facilita reuniões presenciais, entrega de documentos e acompanhamento em audiências. Em causas de família e penal, a presença física é importante.
Para causas cíveis ou trabalhistas, a distância importa menos. A videoconferência resolve muita coisa. Com esses nove critérios, você escolherá um bom advogado com mais segurança. A relação de confiança entre cliente e advogado é a base de uma boa defesa.